Pensando em tudo quanto nos rodeia no dia a dia, é extremamente duro ter que se aguentar as decisões do governo...mas agora não vou falar directamente dessa coisa institucional que é o nosso (des)governo, que pensando bem até dá o exemplo a seguir retirando os benefícios fiscais aos incapacitados e que devido a isso e outras atitudes aliàda à nossa cultura bem enraízada de p'ró-esquemas e chico-espertismo leva ao descrédito nas instituições e até mesmo nas outras pessoas...vêja-se o caso "CASA PIA"os escabrosos casos "ESMERALDA" , "MADY" e "O COZINHEIRO DESPEDIDO POR TER HIV", a fome e estados de quase pobreza de largos extratos sociais do nosso POVO enfim tantos casos que me incomodam verdadeiramente e que nunca deixo aqui de denunciar que são as ditas-DISCRIMINAÇÕES SOCIAIS !!!
Nada para mim é mais triste do que um ser humano acomodado...eu não sou, nunca fui, por isso às vezes um amargo de boca. Penso também que para se denunciar e ser solidário não tem propriamente que se passar pelo gelo da dor para se chegar ao AMOR e HUMILDADE, se todos pensassem diáriamente na morte 1 minuto que fosse era mais fácil para alguns carregar o "seu" Égo-fardo e deitar por terra as suas arrogâncias, o seu despotismo, sei lá a sua maldade interior mesmo.
Há pessoas que não pensam no facto de que não vão ficar cá para sempre ou para semente... além de que o acto de morrer é sempre , sempre solitário mesmo que se morra durante uma festa.
Anda por aí uma campanha cujo slogan é ..." "todos diferentes todos iguais", mas e também já é solgan .. há uns "mais iguais que outros"...
ORA PASSO À HISTÓRIA...contada na 2ª pessoa por uma amiga comum.
Um grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou.
O grupo chegou ao Hawaii um bar nas docas de Lisboa por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, "interagiu com os outros clientes".
Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair. A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema.
Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão. "Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora", disse a monitora
Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O que viu chocou-a: "Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a funcionar em pleno." A monitora voltou a aproximar- se do bar para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que "nem sequer existia", apesar de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.
RECLAMAÇÃO
Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o Livro de Reclamações.
Este foi novamente recusado pelo funcionário do Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes . Sacou do comprovativo da despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas.
Só nessa altura o livro surgiu. "Foi como um balde de água fria", diz Maria João, frisando que a
maior parte dos utentes da Cercipóvoa nem sequer tem possibilidade de frequentar estabelecimentos do género com amigos e familiares.
No âmbito da colónia de férias, o mesmo grupo já foi ao cinema, teatro, praia e piscina.
Maria João Aires assegura que "não foram discriminados em mais nenhum local".
Contactada que foi pelo CM, a responsável do turno de dia do Hawaii escusou-se a comentar, remetendo qualquer esclarecimento para o encarregado do turno da noite, que não esteve disponível.
REGRAS NORMAS E MULTAS
As regras do bar Hawaii estão afixadas à porta do estabelecimento, que abre às 12h00 e encerra às 04h00.
O acesso só é vedado a quem não manifestar intenção de utilizar os serviços presta dos, a quem
se recuse a cumprir as normas de funcionamento privativas do bar e a quem entrar em áreas de acesso reservado.Também à porta, o estabelecimento avisa que o Hawaii dispõe de Livro de Reclamações.
Está escrito em português, inglês e francês.
A recusa em apresentar o Livro de Reclamações é punida com um máximo de 30 mil euros.
DIZ A CONSTITUIÇÃO
Os portadores de deficiência física ou mental têm direitos e deveres previstos constitucionalmente.
DIREITOS
De acordo com a Carta dos Direitos do Cidadão, as pessoas portadoras de de ficiência mental não podem ser rejeitadas, marginalizadas ou retiradas do convívio da família ou da sociedade."
DIGO EU
Decididamente estamos numa república das bananas em que o gajo que manda nela é um grande f$# d% p#"#.
Laurentina-Na Babilogália deste Tuguistão...
19 comentários:
Força Laurentina. Concordo com tudo o que dizes. Denunciar estas situações é muito importante para que, à volta delas, se estabeleça uma consciência cívica que conduza a outros procedimentos.
Um beijão ( vim levantar o meu prémio).
Cara Laurentina
Visitei hoje o seu blogue pela primeira vez.
Que excelente blogue!
Vou voltar a visitá-lo , regularmente, para trocarmos opiniões.
Força.
Um abraço
José Maria Martins
Em qualquer país civilizado e já não digo democratico , este bar era fechado, levantado um auto e aplicado pesada multa.
o PM e governo está mais preocupado com os grandes temas, será???
Porca miséria
Saudações amigas
Mas será que, mesmo depois da reportagem, esses gajos se vão ficar a rir?
Mas que merda de país é este? Pior, bem pior do que já sabia!
Isto é a cloaca da Europa! E no governo boiam os cagalhões!
Peço desculpa mas fiquei danado!
Um abraço.
Silêncio, querida amiga, fico perdida com estas situações...
Isto já só vai à bomba quando cada qual faz o que quer e lhe sobra tempo.
Vieste levantar o teu prémio e vieste muito bem é teu todinho por direito, foi-te ortogado com todo o gosto.
Beijão grande
Caro Dr, José Maria Martins,
seja muito bem vindo, fiquei muito sensibilizada com as suas palavras.
Faça desta a sua casa e sinta-se à vontade.
Beijão grande
Pois é C.Valente parece mesmo que nem somos um país civilizado, nem democrático...
Não deixa de ser irónico!!!
Beijão grande
Mocho-real tens alguma duvida que o bar tenha continuado aberto sem qualquer problema?
Se tens és muito ingénuo...ou vives no mundo da lua!!
Beijão grande
Esta situação que aqui relatas é mesmo muito repugnante, Laurentina. É por essas e por outras que entendo que o Estado devia apostar forte na Educação e nos professores porque eles são decisivos na transmissão de valores aos educandos. Claro que o mal, muitas vezes, vem da própria família mas as injustiças sociais não são inocentes nestas deformações da personalidade.
Já levei o prémio.
Beijocas
Ai achas?!...
Pois, mas "eles" as intelejumência que nos desgovernam não acham aquilo que tu, eu e as pessoas normais acham...
O que lhes interessa é reduzir custos a qualquer jeito.
GRANDES BANDALHOS...
Beijão grande para ti
Bravo Laurentina, segui con esta prédica. Algún día vamos a aprender a respetar a todos.
Beijos!!
Rodolfo,
Querido amigo tenho fé que sim,só que tem demorado tanto tempo...
Beijão grande
Num país a sério, o 'fS# d% p#'#' do bar já estava fechado e não abria mais!...
Um Xi Grande
Mas isso era num país a sério...
Bom fim de semana, para ti Porca.
Beijão grande
Olá Amiguinha
Só há um caminho a seguir nesta republica das bananas.
É a insoburdinação total,para que este desgoverno vá para o Béléleu
Inté
J.Crisostomo
Crisostomoooooo, até que enfim apareces...quem é vivo sempre aparece.
Manda-me um mail com os numeros dos telefones novamente porque refundi o outro...
Beijão grande
Não há comentário que censure suficientemente estas atitudes. No entanto há uma atitude a tomar que é divulgar realmente o facto e discriminar este tipo de locais.
Parece impossivel mas infelizmente sei que não é!
Bj's
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