A Embaixada de Angola emitiu um comunicado, com o título de "Equívocos num programa de televisão", criticando a forma como o país foi mostrado no programa:
"Com a manifesta conivência do entrevistador, aparentemente apostando em estimular índices de audiência, recorrendo ao primarismo do culto ao bizarro, o entrevistado deturpou e manipulou tradições culturais e costumes locais, dando-lhes colorido anormal.
Aparentemente incentivado pela objetiva cumplicidade histriônica do entrevistador, o entrevistado, sem a sustentação acadêmica ou sequer a seriedade intelectual da simples testemunha, mergulhou na ignorância, maltratando crianças, mulheres e homens angolanos (...)
mais uma vez, o apelo ao exotismo, real ou imaginário, foi usado como meio de marketing, para vender jornais, programas de rádio ou de televisão de má qualidade.
Desconhecendo a própria geografia do país e as suas fronteiras, ao referir, com manifesta ignorância de causa, a existência de uma fronteira com a África do Sul, o entrevistado deu evidente prova de falta de credibilidade intelectual.
Neste caso, milhares de brasileiros, que porventura tenham assistido ao programa, foram atingidos pela ignorância de um entrevistado que, em linguagem exibicionista, permeada de preconceitos raciais e culturais, interpretou, de acordo com os seus próprios padrões, hábitos e costumes locais.
A responsabilidade não lhe é exclusiva. O autor do programa e a sua produção, ao convidarem o entrevistado, não usaram dos cuidados próprios e necessários a quem é responsável por programas ou veículos de mídia

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1 comentário:
Não gosto deste deficiente mental do Jô Soares
e nem preciso dizer porquê!
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