quinta-feira, 13 de março de 2008

LIÇÕES DE HISTORIA CONTEMPORÂNEA PARA ASNOS

QUEM FOI SALGUEIRO MAIA ??!!!
QUANDO TUDO ACONTECEU...
1944: Em 1 de Julho, nasce em Castelo de Vide, Fernando José Salgueiro Maia, filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro. Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria.
- 1945: Termina a 2ª Guerra Mundial.
- 1958: Eleições presidenciais. Delgado é «oficialmente» derrotado por Américo Tomás.
- 1961: Começa a guerra em Angola. A Índia invade os territórios portugueses de Goa, Damão e Diu.
- 1963: Desencadeiam-se as hostilidades na Guiné e em Moçambique.
- 1964: Salgueiro Maia ingressa em Outubro na Academia Militar, em Lisboa. - 1965: Humberto Delgado é assassinado pela PIDE.
- 1966: Salgueiro Maia apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém para frequentar o tirocínio.
- 1968: Integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique.
- 1970: É promovido a capitão.
- 1971: Em Julho embarca para a Guiné.
- 1973: Regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do MFA. Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento.
- 1974: Em 16 de Março, «Levantamento das Caldas». Em 25 de Abril, comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo.
- 1975: Em 25 de Novembro sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do presidente da República.
- 1979: Após ter sido colocado nos Açores, volta a Santarém onde comanda o Presídio Militar de Santa Margarida.
- 1984: Regressa à EPC.
- 1989-90: Declara-se a doença cancerosa que o irá vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica.
- 1991: Nova operação. A última.
-1992: Morre em 4 de Abril.

Na Rua Rodrigo da Fonseca, em Lisboa, na esquina com a Sampaio Pina, perto do Liceu Maria Amália, há um café-restaurante chamado «Pisca-Pisca». É quase meia-noite do dia 24 de Abril de 1974. Uma noite fria e ventosa, apesar da Primavera. Um grupo de cinco clientes entra no estabelecimento onde as cadeiras estão já arrumadas sobre as mesas. Pedem cafés. Um deles pergunta a um empregado se vão fechar.
- Claro, diz o homem - amanhã é dia de trabalho!
- Se calhar não vai ser - responde o freguês. - E, olhe, no futuro até vai ser feriado!
O empregado olha surpreendido aqueles clientes tardios e com um sentido de humor tão estranho. Se reparasse que apesar dos casacos diferentes, todos vestem calças, meias e sapatos iguais, ainda ficaria mais surpreendido.
São jovens, pouco mais de trinta anos os mais velhos, e estão excitadamente alegres. Com alguns outros, estiveram até agora fechados nos seus automóveis desde as nove da noite, suportando o vento fresco do alto do Parque Eduardo VII. São o 10º Grupo de Comandos. Às 22.55, nos rádios dos carros, sintonizados para os Emissores Associados de Lisboa, a voz do locutor João Paulo Dinis anunciou o Paulo de Carvalho na canção do Euro festival «E Depois do Adeus» e provocou-lhes esta excitação de felicidade. Preparam-se para assaltar o Rádio Clube Português, na Rua Sampaio Pina, e para o transformar no emissor do posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
À meia-noite e vinte, na Rádio Renascença, a voz de Zeca Afonso irrompe com a «Grândola, Vila Morena».
É o segundo sinal.
-O MFA está em marcha, já nada o pode travar.
-Na EPA, Escola Prática de Artilharia, de Vendas Novas, o coronel que comanda a unidade é preso no seu gabinete por um grupo de capitães e tenentes.
-A central telefónica e a central rádio são ocupadas, as entradas do quartel colocadas sob controlo.
-Na EPAM, Escola Prática de Administração Militar, no Lumiar, em Lisboa, os capitães e subalternos preparam-se, com as forças sob o seu comando, para se dirigirem para ali perto, para a Alameda das Linhas de Torres, e ocupar os estúdios da Radiotelevisão Portuguesa.
-Do Batalhão de Caçadores 5, em Campolide, sai uma coluna apeada para reforçar o comando de assalto ao Rádio Clube Português, que os tardios clientes do «Pisca-Pisca» e os seus companheiros ocuparam já.
-Do Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC), pouco depois das 2.00 sai uma coluna motorizada para ocupar a Emissora Nacional, na Rua do Quelhas, em Lisboa.
-Entre as 3.15 e as 3.25 da madrugada de 25, ao posto de comando, instalado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, onde o major Otelo Saraiva de Carvalho coordena as operações, chegam sucessivamente as mensagens de que Mónaco, México e Tóquio foram tomados. São os nomes de código para a Radiotelevisão Portuguesa, para o Rádio Clube Português e para a Emissora Nacional.
Os capitães sabem que a guerra da informação é fundamental ser ganha. Por isso, deram prioridade aos objectivos que lhes irão permitir dominar as comunicações e ter o controlo da informação.
Naquele dia do princípio de Abril de 1992, no cemitério de Castelo de Vide, quatro presidentes da República (António de Spínola, Costa Gomes, Ramalho Eanes e Mário Soares), vêem descer à terra num modesto caixão o corpo de um dos homens que mais contribuiu para que tivessem podido ascender à mais alta magistratura da Nação. No dia 4, Fernando Salgueiro Maia fora vencido pela doença. «O gajo ganhou», dissera ele a um oficial da EPC, referindo-se ao cancro quando se convenceu do carácter terminal da sua doença.

Pois é, eu tinha 19 anos e lembro-me bem dele a comandar a coluna de chaimites.
Nunca em nenhum momento se ouviu falar de marios soares , alegres, zenhas, cunhais e o grande raio que os parta a todos(os nomes estão propositadamente escritos em minúsculas porque considero que nada fizeram de relevante para o povo)
Que as crianças e os jovens nossos alunos não saibam disto ainda se tolera...agora um pseudo - politico e ainda ministro parlamentar afirmar que "A liberdade é algo que o País deve a mário soares, a salgado zenha, a manuel alegre... Não deve a álvaro cunhal nem a mário nogueira", afirmou santos silva.
- Oh senhor a liberdade deve-se sim ao exercito que queriam acabar com as idas para o ultramar defender aquilo que não consideravam ser seu...mas que entretanto os generais, majores, coronéis e outros quejandos já tinham enchido os seus baús de comissões feitas lá nas terras... e nunca a essa gentinha que enumera e que ainda por cima estavam no bem bom da Europa a viver acima das condições dos seus compatriotas por cá!!

Actualmente há mais vermes á solta do que os empalados nos anzois das artes...

foto gentilmente cedida do arquivo do meu amigo kaos
FONTE-Vidas Lusófonas-Carlos Louro
Laurentina-Neste Tuguistão que provoca vómitos...

8 comentários:

aDesenhar disse...

mechendo bem os tachos,
asnos como este e com o mesmo discurso,
não faltarão
no Tuguistão!

bj

Capitão Merda disse...

Fizeste bem em lembrar o grande Salgueiro!

Quanto ao gajo da foto, esse ícone da resistência anti-fascista, um par de socos nas ventas talvez o acalmassem...

Jonas disse...

O post que se impunha: História para quem não a conhece, e porrada para o energúmeno que a tentou falsificar.
Parabéns.

JOY disse...

È de facto triste que essa corja fique com os louros que deveriam ser atribuidos a Salgueiro Maia e a todos os Salgueiros Mais que proporcionaram a oportunidade de estes asnos proferirem estas barbaridades.

Fica bem amiga
Joy

diário gráfiko disse...

ASNOS é o que não nos falta cá por este Tuquistão...


Beijão Grande ;-)

Gostava de te ter visto na Marcha...até te filmei! :-)

Mariazinha disse...

E este cavalheiro por onde andaria?

Cá pra mim devia andar a estudar
na universidade de Cacilhas...

Beijokas

Qualquer dia temos que ir beber um cafezinho!

Ferroadas disse...

Este sim, foi Herói, sabes porquê? Porque sempre quis ser o anti-herói, o anti-vedeta e foi-o, por isso ficará para SEMPRE guardado nos nossos corações.

Quanto a esse tipo, uma autêntica voz do dono, é parvo e tem a mania de querer fazer os outros parvos, refiro-me a esse traste do… nem sei o nome do gajo, esse com vozinha de tripeiro a soar a alfacinha, pois nem ele próprio sabe o que é. Aliás, quando um ministro, ou lá o que é, diz atoardas daquelas, num país a sério era posto na rua.

E eu a pensar que o anticomunismo primário e retrógrado era coisa do passado, gostaria de perguntar a esse gajo onde andava enquanto o Cunhal e outros milhares de portugueses estiveram com os costados nas prisões fascistas. O Soares limitou-se a passar umas férias em Cabo-Verde, nem preso estava, e um exílio dourado em França, o Alegre esteve em França e em Argel, passou pela prisão pouco tempo, o Zenha limitava-se a defender os presos políticos (já era muito) e que me conste nunca esteve encarcerado. E agora vem um iluminado tentar branquear a verdade. Já não me admiro, andam por aí uns certos trastes a tentar incutir, principalmente nas gerações mais jovens, que nunca houve fascismo, que o Salazar era um tipo porreiro, que a PIDE é invenção dos comunistas, que o Tarrafal era uma colónia de férias para os mesmos, que o forte/prisão de Peniche era a lota do peixe, que Caxias era um hospital para pobres, etc..

Podem-nos fazer tudo, não nos façam de parvos, não nos tirem a dignidade.

BJS

antoni115 disse...

obrigado laurentina..
maia era um grande amigo meu e camarada..
era além de bom militar, bom homem e com um grande coração...
quanto ao outro só digo..
" das bestas não falará a história "
um abraço..
e agora vou para Portugal, passar 2/3 dias..
boa páscoa..