sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mortes, violência e destruição....

terão tido origem numa má percepção

fonética das palavras cólera e

cloro.Ernesto Issa, comandante distrital

da polícia em Montepuez, diz que

durante as investigações os envolvidos

disseram que agiram de forma violenta

por terem tomado conhecimento de

que os agentes de Saúde estavam a

distribuir “cólera” para purificar a água,

quando na verdade era cloro.Em

momentos de ocorrência desta epidemia,

os agentes da Saúde, organizações

cívicas, autoridades locais e religiosas,

para combater a cólera, têm distribuído

cloro as populações das zonas afectadas

para a purificação da água, o que um

grupo de populares entendeu como

sendo distribuição de cólera.Assim, o

grupo quando soube que estavam a

ser instaladas tendas no bairro Eduardo

Mondlane, na cidade de Pemba, insurgiu-

se contra as auto-ridades locais,

acusando-as de permitir que os agentes

da saúde distribuíssem “cólera” na

zona e que seria a partir dali que a

doença iria se alastrar.Por causa desta

confusão, uma equipa de agentes da

Saúde foi igualmente espancada em

Montepuez e impedida de trabalhar, o

que levou à solicitação da intervenção

policial para restabelecer a ordem e

permitir que pessoas acometidas com

diarreias em diferentes povoados

fossem assistidas.

(Redacção)

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