terão tido origem numa má percepção
fonética das palavras cólera e
cloro.Ernesto Issa, comandante distrital
da polícia em Montepuez, diz que
durante as investigações os envolvidos
disseram que agiram de forma violenta
por terem tomado conhecimento de
que os agentes de Saúde estavam a
distribuir “cólera” para purificar a água,
quando na verdade era cloro.Em
momentos de ocorrência desta epidemia,
os agentes da Saúde, organizações
cívicas, autoridades locais e religiosas,
para combater a cólera, têm distribuído
cloro as populações das zonas afectadas
para a purificação da água, o que um
grupo de populares entendeu como
sendo distribuição de cólera.Assim, o
grupo quando soube que estavam a
ser instaladas tendas no bairro Eduardo
Mondlane, na cidade de Pemba, insurgiu-
se contra as auto-ridades locais,
acusando-as de permitir que os agentes
da saúde distribuíssem “cólera” na
zona e que seria a partir dali que a
doença iria se alastrar.Por causa desta
confusão, uma equipa de agentes da
Saúde foi igualmente espancada em
Montepuez e impedida de trabalhar, o
que levou à solicitação da intervenção
policial para restabelecer a ordem e
permitir que pessoas acometidas com
diarreias em diferentes povoados
fossem assistidas.
(Redacção)
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