Wiriyamu, massacre que o padre Adrian Hastings denunciou à comunidade internacional há 35 anos, surge pela primeira vez em livro de autor português na primeira edição de OS DIAS DO FIM. Uma parte do romance gira à volta desse escabroso episódio. Os militares e os políticos não são poupados e, nos vários factos que o texto documenta, sempre que os nomes correspondem a pessoas reais, o rigor histórico está presente. Obra de jornalista, acolhe também o rumor e a má-língua, datados e situados, o que confere ao livro mais um condimento de interesse.
OS DIAS DO FIM resultam de uma apaixonada mobilização do naipe de virtuosos que convivem no mesmo homem: o jornalista, o pintor, o poeta e o escritor. Lê-se com entusiasmo esta obra em que a paleta do pintor tece climas e cenários, o rigor do jornalista acerta os ponteiros da história, o poeta tempera a dimensão do sonho e o escritor tudo isso conjuga num quadro final, quase sinfónico.
“Há uma leveza, um fio em suspenso no eixo desta longa e vibrante narrativa, o qual começa por enlear-nos nas primeiras páginas, para nunca mais nos desprender.”- João de Melo
"Muito interessante, sobretudo naquilo que dá de contiguidade e de acompanhamento da actividade de Jorge Jardim, realmente um Lawrence português."- Marcelo Rebelo de Sousa
Sem comentários:
Enviar um comentário