A jovem de 15 anos estava há três dias sem comer, frente ao Tribunal de Cascais, em protesto contra uma decisão judicial que enviou o filho para adopção. A adolescente e os pais foram chamados, esta quarta-feira de manhã, pela Comissão de Protecção de Menores de Cascais, que «ameaçou» os progenitores que institucionalizava a jovem, caso ela se mantivesse sem comer.
«A minha advogada disse-me que era melhor não contrariar e por isso vou parar com a greve de fome, que vai a partir de agora ser feita pela minha mãe», afirmou a jovem, em declarações à Agência Lusa.
Villas-Boas pede reavaliação do caso
Também esta quarta-feira, Luís Villas-Boas, director do Refúgio Aboim Ascensão [instituição onde o menino está internado] disse que entregou um relatório clínico que deu entrada no Tribunal de Cascais a defender a reavaliação das condições de Ana Rita para cuidar do filho. A criança, que tem agora dois anos, foi institucionalizada e encaminhada para adopção, quando tinha ainda poucos meses de vida.
«Fiquei sensibilizado com a forma como falava do filho, numa entrevista à rádio. Percebi que era uma jovem ponderada e não podia ficar indiferente ao seu pedido. Na minha condição de psicólogo clínico, decidi escrever ao tribunal propondo uma reponderação da mãe», defendeu Villas-Boas, em declarações ao jornal «Expresso».
«Com quase 16 anos, esta jovem tem tudo a seu favor para ser uma boa mãe. Quero vê-la com o Martim ao colo», acrescentou.
1 comentário:
É absurdo este caso.
Um país de loucos governado por putos.
:-)
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