Desta vez, os kamikazes não são os que vêm pelos ares. Estes esvaziam
a água sobre os reactores e regressam ilesos nos seus helicópteros.
Desta vez, os que se sacrificam, sabendo que se sacrificam, estão no
solo, e lá continuam com a única compensação de um dia terem um filme:
"Os Últimos de Fucoxima." Mas para os seus compatriotas eles já
conseguiram um certo controlo na escalada de perigo da central
nuclear. As leituras de radiações diminuem, já se acredita que se está
na fase de enterrar o pesadelo - a prova veio ontem em todos os
jornais: as manchetes abandonaram o Japão, partiram para a Líbia.
Fucoxima, grau 5, não chegará ao máximo, grau 7, de Chernobil. Graças
aos 50. Tão anónimos que nem se sabe se serão esse número, talvez
sejam 200 a trabalhar por turnos. A trabalhar tão depressa que nem deu
tempo para o mundo lhes organizar o espectáculo: dar nome e cara a
cada um. Os 33 mineiros do Chile tiveram mais e, na escala dos heróis,
fizeram menos. Os chilenos foram admirados pela sua coragem mas,
afinal, lutavam por eles. Os 50 (ou lá quantos são) de Fucoxima, não;
por eles o que fazem são doenças terríveis e certas. E nem têm aquele
lenitivo que faz os heróis saltar as trincheiras, ou para comparação
local e colorida, os kamikazes atirar os seus aviões contra os alvos -
a morte breve e gloriosa. Os de Fucoxima são heróis pacientes, que
fazem porque tem mesmo de ser feito.
Porque não pediram auxilio a Portugal?!...
Caramba nós tínhamos e temos recursos humanos para la meter e não saírem de la com vida!!
Quem?!
O Sócrates, o Teixeira dos Santos e a restante camarilha do governo, se não chegassem temos também uma assembleia de 250 carraças prontos a dar o sangue pelo próximo...ERA SÓ PERGUNTAR CARAMBA...JAPONESES NÃO TENHAM MEDO DO TUGA É UM POVO DE MÃOS LARGAS DÁ O QUE TEM E O QUE NÃO TEM.
VEJAM SÓ O QUE PERDERAM...
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