terça-feira, 7 de junho de 2011

Formou-se, no FaceBook, um grupo que sugere o prémio Camões para Mia Couto.


A elite intelectual portuguesa tem andado “cega” em relação à obra literária de Mia Couto. O escritor moçambicano é um dos melhores intérpretes actuais da língua portuguesa no mundo, e tem sido, de certa forma, desprezado pelos responsáveis pela atribuição do prémio Camões.

O estilo da prosa de Mia Couto toca a genialidade porque introduz na língua portuguesa uma originalidade que é a prerrogativa e a distinção da arte que não se aprende, mas que é “ingénita” (para utilizar a expressão de Kant) — genialidade essa que não pode ser alargada a outros campos da actividade humana. Mia Couto reinventou a língua portuguesa e de tal forma que, depois dele, a nossa língua já não pode ser a mesma.

Por uma questão de justiça, vamos “abrir os olhos” à elite intelectual portuguesa que se recusa a constatar a realidade do fenómeno literário que é Mia Couto.»

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